| Objectivos: | Sistemática – é uma área cuja principal ação é a estrutura disciplinar das atividades desportivas, que promove como método uma abordagem dos problemas ao nível da compreensão e explicação das técnicas, dos instrumentos e dos objetivos em função dos contextos. Além de fazer a taxonomia e analisar as nomenclaturas das atividades desportivas, são compostas por taxonomias, que agrupam diversos aspetos por afinidade, dando origem a nomenclaturas enquadradas pela terminologia, que através de sistemas dinâmicos pretendem aumentar a operacionalização, não só na descrição dos fenómenos, mas também pelos mecanismos de funcionalidade e o seu envolvimento. Pretende providenciar instrumentos de observação e análise das tarefas com metodologias próprias ou com determinadas adaptações em função da área de intervenção específica. Pretende-se conceptualizar as variáveis, utilizando-as conforme o local, onde são aplicadas e quem as aplica; fazer conjeturas sobre as situações/tarefas, de forma a articular os instrumentos entre o que é padrão e o modelo a desenvolver pelo executante. A ideia é rentabilizar as atividades desportivas em termos de níveis de resposta mais eficiente. Conceito Inerente – Construção de matrizes, compreensão das situações e domínio de conhecimento a nível instrumental. Tendo em atenção o conhecimento da estrutura de ligação entre a perceção dos conteúdos de uma atividade, com os processos de intervenção ao nível da compreensão e explicação das tarefas/situações, o que pressupõe uma: - Relação – integração dos Indivíduos, instrumentos e o contexto, de forma a intervir e a explicar os comportamentos nas atividades desportivas, tendo como objeto: a análise, a definição e a estruturação de fatores específicos das atividades desportivas. |
| Conteúdos Programáticos em Syllabus: | 1. Classificações, principais teorias 2. Desportos com as mesmas caraterísticas 3. Diferenças entre estruturas formais e funcionais 4. Análise dos diferentes desportos através das diferenças estruturais 5. Classificação dos desportos 6. Aspeto estrutural – princípios 7. A estrutura dos desportos 8. Paralelismo e transferência entre os desportos 9. Identificar, analisar e descrever 10. Identificar os elementos principais de uma ação, analisar em diferentes perspetivas 11. Descrever gráfica e terminologicamente o exercício 12. Natureza do exercício 13. Sistematização do exercício 14. Evidenciar as formas de sistematizar 15. Capacidade de identificar padrões e relacionamentos 16. Evidenciar as variáveis (componentes e condicionantes) 17. Identificar variações 18. Descrever graficamente em função dos objetivos e condições formuladas 19. Tendências atuais da sistematização 20. Identificar analogias, avaliação de analogias, identificar as aplicações práticas 21. Descrição de um modelo de funcionamento das atividades 22. Analisar e identificar para ensino/desempenho da tarefa 23. Polivalência de ações/tarefas para as diferentes atividades 24. Classificação do exercício a. Conceito e caraterísticas fundamentais b. Classificação geral c. Classificação segundo diversos autores: categorizar 25. Taxionomias, terminologias a. Critérios gerais b. Nomenclatura e terminologia c. Diferenciação – correlacionar os requisitos |
| Bibliografia: | Enciclopédia Einaudi (1993) — Sistemas n26. Edição Imprensa Nacional — Casa da Moeda Enciclopédia Einaudi (2000) — Sistemática n42. Edição Imprensa Nacional, Casa da Moeda Enciclopédia Einaudi (2000) — Sistemática n43. Edição Imprensa Nacional — Casa da Moeda Fleishman, E. & Quaintance, M. K. (1984) - Taxonomic of Human Performance, Academic Press, INC - New York. Hamill, J.; Knutzen, K. M. (1995) - Biomechanics Basis of Human Movement, Williams & Wilkins, USA Kirwan, B. & Ainsworth, L. (Eds.). (2001). A guide to task analysis (4ª Ed.). London: Taylor & Francis. Laszlo, E. (1987) - Evolução. A Grande Síntese. Editora Instituto Piaget, Lisboa. Le Moigne, J-L. (1996). A Teoria do Sistema Geral. (J. Pinheiro, trad.). Lisboa: Instituto Piaget. (Trabalho original publicado 1977) Lepschy, G. (1996). Léxico. Linguagem – enunciação. Enciclopédia Einaudi. Imprensa Nacional casa da moeda, Lisboa. Moreira, M. (2002) – Desportos de Oposição. O que são? Ludens, vol 17, n1 Jan/Mar, Ed. CDI-FMH Moreira, M. (2007) Matriz de análise das tarefas desportivas: sistema de classificação estrutural: modelo taxinómico do Surf. Tese de doutoramento não publicada, FMH-UTL Moreira M., Peixoto C. (2014). Qualitative Task Analysis to Enhance Sports Characterization: A Surfing Case Study. Journal of Human Kinetics 42, 245?257 Parlebas, P. (1981) - Contribution a un Lexique Commenté en Science de L’Action Motrice, Publicações INSEP Peixoto, C. (1994) - Terminologia. Um Instrumento de Gestão. Ludens, vol 14, n2, Abr/Jun, Edições FMH Peixoto, C. (1997) – Sistemática das Atividades Desportivas. Modelos e Sistemas de Análise do Desempenho Desportivo, Edições FMH. Peixoto, C. (2002) – A Classificação e a Ciência. As Ciências do Desporto e o Conhecimento. Ludens vol nº 17, nº1 Jan/Mar, Ed. CDI-FMH Piaget, J. (1970). O Estruturalismo. (M. Amorim, trad.). S. Paulo: Difusão Europeia do Livro. (Trabalho original publicado 1968). Pieron, M., Cheffers, J. & Barrette, G. (1990). An introduction to the terminology of sport pedagogy (vocabulary used in research in teaching and coaching). ICSP, AIESEP, Liege, Belgium. Sérgio, M. (1989) - Motricidade Humana. Uma ciência do Homem. ISEF, Serviço de Ed, Lisboa |