| Objectivos: | Conhecer os princípios, processos, e produtos de alguns criadores atuais na cena portuguesa e internacional. Vivenciar uma grande variedade de situações que promovam a experiência e reflexão sobre o fenómeno da criação artística em geral e da dança em particular, em diferentes processos de composição coreográfica. Adquirir e aplicar um conjunto de ferramentas necessárias para encetar um percurso criativo no contexto da dança. Dominar e utilizar um conjunto de procedimentos relativos à criação colaborativa. |
| Conteúdos Programáticos em Syllabus: | A disciplina organiza-se em torno de 3 conceitos basilares: Desafio, Diversidade, Desconforto, como conceitos fundamentais para o desenvolvimento da capacidade criativa que se pretende desenvolver nos estudantes. São abordados 6 parâmetros que se interligam e contaminam: 1. O processo criativo – Conceito: ideia, conhecimento e pensamento. Improvisação: jogos, simulações, imagética, memória, ritmo, emoção, sensações, perceção, voz e palavras. Personagens narrativas como recursos facilitadores da construção coreográfica; 2. A investigação coreográfica – Exploração de uma voz artística própria, de uma assinatura do movimento, e respetiva contextualização numa estética contemporânea; 3. Métodos de construção coreográfica – Estruturas e combinações individuais e em grupo: estímulos, significados, identidade, o coletivo. A organização da forma: desenvolvimento, repetições, variações, motivo/s, contrastes, clímax/highlights, proporção, equilíbrio, transições, desenvolvimento lógico, unidade; 4. As explorações de movimento e corpo – Espaço, ritmo, qualidades do movimento e relações. A teoria de affordance e dos constrangimentos – como estratégias generativas da versatilidade no processo criativo; 5. A presença – Foco, atenção, intenção e exploração de diferentes contextos de interpretação; 6. Reflexão – Métodos e processos de composição coreográfica, assim como a sua relação com o contexto de uma prática artística contemporânea social. As fases do processo criativo na composição coreográfica e sua relação com o conhecimento, skills e inputs. |
| Avaliação: | O regime de Avaliação Contínua implica 80% de presenças. Os estudantes deverão cumprir com todos os momentos de avaliação, e ter uma classificação igual ou superior a 9,5 valores, para concluir com êxito a disciplina; caso contrário serão excluídos da avaliação contínua e poderão realizar o exame da época de recurso. Momentos e ponderação: (PA) Participação – 10% (As) Assiduidade – 10% (Pf) Portfolio individual – 30% (CCo) Criação Coreográfica colaborativa final – 30% (DT-a) Desempenho Técnico-artístico – 20% Formula = 0.1 (PA) + 0.1 (As) + 0.3 (Pf) + 0.3 (CCo) + 0.2 (DT-a) ? 9.5 |
| Bibliografia: | Boal, A. (2002). Games for Actors and Non-Actors. London: Routledge. 2nd ed. Brook, P. (2008). O Espaço Vazio. Lisboa: Orfeu Negro. Burrows, Jonathan (2010). A Choreographer´s Handbook. New York: Routledge Henley, M. K. (2013): Is perception of a dance phrase affected by physical movement training and experience? Research in Dance Education. Keersmaeker De, A. T. e Cvejic, B. (2013) “En Atendant & Cesena - A Choreographers´s Score”, Brussels: Mercatorfonds publication. Louppe, Laurence (2012). Poética da Dança Contemporânea, Lisboa: Orfeu Negro MacGregor, W et al. (2013). Mind and Movement: Choreographic Thinking Tools. London: Wayne MacGregor/ Random Dance Manning M. (2009). Teaching Improvisation in the Context of a Professional Contemporary Dance Education. Research Seminar, TEAK MA Dance Pedagogy. Marshall, L. (2008). The Body Speaks – Performance and Physical Expression. London: Methuen Drama. 2nd ed Reeve, J. (2011). Dance Improvisation: Warm-ups, Games and Choreographic Tasks. Human Kinetics edition. Smith-Autard, J. M. (2010). Dance composition Sixth Edition. Methuen Drama editions. 6th ed. Ulmer, J. B. (2015) Embodied writing: choreographic composition as methodology, Research in Dance Education, 16:1, 33-50. |