| Unidade Curricular: |
Introdução à Critica de Dança |
| Ano: |
3 |
| Semestre: | 2º Semestre |
| Área Disciplinar: | Soc., Est. Cult. e Ges. das Act. Físicas e do Des. |
| ECTS: | 4.5 |
| Regente: | Maria Luísa da Silva Galvez Roubaud |
| Objectivos: | A disciplina visa introduzir nos estudantes a perspetiva de que o ato coreográfico é um fenómeno contextualizado em processos culturais e sociais. Os objetivos de aprendizagem são os de desenvolver nos estudantes a capacidade de reconhecer estes nexos, a partir do desenvolvimento de competências de contextualização, descrição, análise, interpretação e de pensamento crítico sobre obras coreográficas. Promover a capacidade de estruturar um discurso, com base em argumentação teórica e conceptualmente sustentada, sobre e a partir de obras de dança; enquadrá-lo como ferramenta para o entendimento do mundo (contemporâneo), e percepcionar o valor destas competências no âmbito de domínios diversificados de intervenção profissional em dança que se desenvolvem ou inscrevem numa relação com a comunidade. |
| Conteúdos Programáticos em Syllabus: | 1. A dança e o(s) seu(s) contexto(s). Perspetivas sobre a origem da dança, enquanto fenómeno cultural e comportamental; contextos sociais, rituais, teatrais e terapêuticos. 2. A dança enquanto prática e representação social: dança, corpo e imaginário. Dança, corporeidade e pensamento contemporâneo. A reconfiguração das fronteiras artísticas e disciplinares; incorporação e transformação social: processos identitários e de género; globalização, interculturalidade e transculturalidade; a questão pós-colonial. 3. Análise da dança: texto, subtexto e para-texto. Contributos disciplinares para a análise da dança. 4. Estudo de casos: a linguagem da dança e seus componentes. Dança e dramaturgia. 5. Exercícios práticos de argumentação, escrita ensaística e de crítica de dança. 6. A função da crítica de dança. Potencialidades e limites. O discurso crítico como re-criação. O discurso crítico nos seus diferentes usos e contextos. Papel e influência social da crítica de dança: aspetos deontológicos. |
| Avaliação: | As metodologias de ensino conjugam a exposição pelo docente de tópicos de natureza teórica e conceptual no âmbito da disciplina à participação dos estudantes, constante ao longo do semestre, em: pesquisas individuais, exercícios de escrita criativa e/ou descritiva, analítica, interpretativa e crítica, sobre espetáculos ou outros eventos de dança. Estas tarefas, sempre apresentadas e debatidas em aula, envolvem a assistência obrigatória a um mínimo de 4 espetáculos, escolhidos de entre a programação de dança em curso na cidade. A avaliação contínua implica um mínimo de 2/3 de presenças e assiduidade e participação (20%) e nota positiva obtida na redação de dois textos críticos (40% + 40%). A nota final, de 0 a 20, resulta da classificação individual obtida nestas componentes obrigatórias. Da não verificação de uma delas decorre a anulação da avaliação contínua e a aprovação depende de uma avaliação positiva em Exame Final. |
| Bibliografia: | Adshead, J.(ed.) (1988) Dance Analysis – theory and practice. London: Dance Books. Copeland, R. “Between Description and Deconstruction”. In Routledge Dance Studies Reader Carter, Alexandra (ed). Routledge. Danan, J. (2012) O Que é a Dramaturgia? Lisboa: Licorne. Fazenda, MªJ. (2007) Dança Teatral. Lisboa: Celta. Hanna, J.L. (1988) Dance Sex and Gender - Signs of Identity, Dominance, Defiance and Desire. Univ. of Chicago Press. Hanna, J.L.(1988) To Dance Is Human. A Theory of Nonverbal Communication. Chicago: Univ. Chicago Press. Júdice, N. (2010) ABC da Crítica. Lisboa: D. Quixote. Preston-Dunlop, V. (1998) Looking at Dances: Choreological Perspective on Choreography. Ightham:Verve. Ribeiro, A.P. (1997) Corpo a Corpo - Possibilidades e Limites da Crítica Lisboa: Cosmos. Rubidge, S.(1989) "Decoding Dance. Dance Hidden Political Agenda". In Dance Theatre Journal, vol. 7, nº 2. Zelinger, J. (1979) “Semiotics and theatre Dance". In New Directions in Dance, Pergamon Press. |
| Programa em formato pdf: |
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